quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Missão a serviço da vida

Vocação Missionaria Comboniana


Somos Irmãs Missionárias Combonianas, chamadas a anunciar o evangelho a todos os povos. 
Somos uma família religiosa missionária formada por 1267 membros de 35 nacionalidades que atualiza na Igreja o carisma do Fundador São Daniel Comboni, dedicando-se totalmente à missão além fronteiras em quatro Continentes  –  África, América, Ásia, Europa.
Somos consagradas a Deus para a evangelização e vivemos fraternalmente em comunidades multiculturais.

A nossa finalidade é a evangelização dos povos aos quais não foi ainda anunciada a mensagem evangélica, privilegiando os mais pobres e necessitados, especialmente na África

JOVEM, você já penso em dedicar sua vida à Deus e à missão?
Se você deseja conhecer um pouco mais sobre a vocação Missionária Comboniana, não perca tempo, entre em contato conosco!

 vocacionadas@gmail.com, 


(69) 99315-0687 (Porto Velho), 
(27) 99644-1955 (São Mateus-ES), 
(27) 99629-6095 (Vitoria -ES) ,
(31) 3437-8729 (BH), 
(11) 2919-8740 (São Paulo), 
(71) 99399-7945 (Salvador) 



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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

2* Dia Assembleia Provincial

Neste segundo dia de Assembleia, assessoradas por Moema Miranda, antropóloga social e membro da REPAM (Rede eclesial pan-amazônica) refletimos sobre a realidade sócio-politica e econômica global e do Brasil. 



domingo, 21 de janeiro de 2018

Recordar é viver, celebrar é viver

Assembleia Provincial das Irmas Missionarias Combonianas

Iniciamos hoje a Assembleia Provincial com um momento de oração fazendo memória das nossas queridas irmãs Luisa e Giusy. Recordamos o que elas nos deixaram como testemunho de vida missionária. Agradecemos a Deus pelo dom de nossas irmãs e pedimos que elas intercedam por nos e pela nossa assembleia.
Durante a oração alguns objetos nos ajudaram recordar e celebrar as vidas doadas de Luisa e Giusy: o violão de Ir. Giusy, as sandálias de Ir. Luisa e a Bíblia que elas utilizavam durante as visitas as comunidades. Concluímos a celebração onde cada Irma fez um sinal na sua vizinha com a terra do local do acidente.

Luisa e Giusy  estão presentes em nossa caminhada intercedendo por nos que estamos caminhando na estrada de Jesus verso o Reino. Com elas lembramos também Ir Rosa Guzzo que viveu muito anos na missão de Santo Antonio do Matupi-AM e e agora se encontram todas junto ao Pai.

Apos este momento rico de oração e partilha, nos encontramos no salão para um momento de partilha, discernimento sobre nossa presença missionária, em particular na Amazônia.
Amanha continuaremos com o momento do VER: onde faremos o encontro com a realidade através da analise da conjuntura- Realidade sócio-econômica-político e eclesial do Brasil. A Assessora será Moema Miranda, diretora do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – IBASE e membro da Rede Pan amazônica (REPAM)



sábado, 23 de dezembro de 2017

Natal com as pessoas em situação de rua


No dia 13 de dezembro, a Pastoral do Povo de Rua da Paroquia de São Francisco de Assis realizou pelo segundo ano, a comemoração do Natal para as pessoas em situação de rua. Como no ano passado, o evento aconteceu na Praça do EPA, no Bairro Jardim da Penha. A celebração, preparada pela Pastoral, foi presidida pelo Pároco, Pe. Adenilson. Em sua homilia, com palavras simples, ele acentuou que Deus ama especialmente aqueles que não são amados e que Jesus nasce assumindo a condição do povo sofrido. Os pastores, pessoas pobres e que não tinham boa fama, foram os primeiros a receber o anuncio do nascimento do Messias. E estavam ali no presépio, junto a Jesus. Assim, hoje, Jesus se identifica com quem passa pela condição de morador de rua. Ele também não encontrou lugar e teve que nascer num curral, no meio dos animais.
Desde o início da celebração, as pessoas em situação de rua, se envolveram, com uma  participação comovente. Concluindo o momento celebrativo, cantamos Noite Feliz. Todos foram convidados a acender uma pequena vela no Círio, com a motivação de preservar sempre viva a chama da esperança que experimentamos pela vinda de Jesus ao mundo, assim sermos luzes uns para os outros .Foi lindo de ver como eles cuidavam de manter a sua vela acesa e um ajudava o outro a não deixar apagar a chama da pequena vela que cuidadosamente seguravam na mão. Também para os membros da pastoral foi um momento de profundo sentimento do que realmente significa o Natal. “Ao vermos ali nossos irmãos destituídos dos seus direitos, resistindo à exclusão e lutando pela sobrevivência cotidiana, sentimos que a melhor maneira de ajudá-los é respeitá-los, conhecê-los pelo nome, escutá-los e oferecer-lhes a nossa amizade".  
Terminada a celebração foram convidados a participar, som de cânticos natalinos, de uma ceia farta, preparada pelos membros da pastoral. A seguir receberam prendas contendo materiais de higiene de que tanto necessitam. Esta Pastoral teve inicio há dois anos, quando a nossa comunidade de Jardim da Penha, viu aumentar o número de pessoas em situação de rua. Sensibilizadas pelo sofrimento de tantos irmãos e irmãs que vinham bater à porta pedindo alimento ou roupa para cobrir o corpo, as irmãs, como comunidade, juntamente com outras pessoas também sensibilizadas pela situação, dentre elas o coordenador da pastoral do povo de rua a nível diocesano, decidiram promover a criação desta pastoral, na Paróquia de São Francisco de Assis.
As irmãs Combonianas, Geny e Paula, colaboraram no surgimento deste ministério, e atuam como membros da equipe que, com o apoio do Pároco, foi se constituindo por pessoas capacitadas em várias áreas; mas acima de tudo por pessoas movidas por um sentimento profundo de fé e amor, dons indispensáveis para esta ação de misericórdia, cuja missão é ser presença junto a essa população, reconhecer e celebrar os sinais de Deus presentes na sua história e desenvolver ações que transformem a situação de exclusão em projetos de vida para todos. Com estes objetivos a pastoral realiza encontros semanais com as pessoas que vivem em situação de rua, oferecendo a oportunidade de contato com a Palavra de Deus, além de alimentação, higiene e vestuário. Também estabelece parceria com comunidades terapêuticas, buscando acolher aqueles que demandam por tratamento de dependência química.
Ir Paula Camata




sábado, 9 de dezembro de 2017

ERA ESTRANGEIRO E ME ACOLHESTE

Era o dia 03.12.2017. Tarde de muito sol. A Avenida Paulista estava em festa. Bandeiras multicores desfraldavam.  O clima era de mundialidade. Bandeiras de Bolívia, Chile, Angola, Mauritânia, Senegal, Mali, Haiti, República Democrática do Congo, Paquistão, Bangladesh e Palestina, entre outras, davam uma ideia da diversidade presente na Marcha.Eram 4000 participantes. A banda de música, os tambores, flautas e outros instrumentos andinos, com seus ritmos próprios, davam um  toque de alegria pluricultural. O povo na rua com seus traços multirraciais anunciava que algo importante estava acontecendo. Trabalho de mobilização muito grande feito por muitos imigrantes latino-americanos, africanos e asiáticos, o que revela um processo de empoderamento do migrante, das redes e dos contatos pessoais.
Não era uma manifestação política do Movimento social “Vem Prá Rua”  e nem  do “Povo sem Medo”,  e muitos outros movimentos que marcaram presença na Avenida Paulista nesses últimos tempos. Era a 11ª Marcha dos Imigrantes, lutando PELO FIM DA INVISIBILIDADE DOS  IMIGRANTES. Marcha que foi instituída pela ONU em 18/12/1990 e que faz parte da mobilização mundial dos imigrantes. Este ano os imigrantes foram convidados a marcharem em prol da sua visibilidade enquanto sujeitos de direitos, ressaltando sua importância sócio econômica, cultural, histórica no desenvolvimento da sociedade brasileira.
Eu vi: crianças, jovens, mulheres, homens com seus trajes coloridos, o sorriso no rosto, em ritmos variados de danças, típicas das planícies e das alturas dos Andes anunciando: Estamos aqui. Viemos do frio e da neve das altas montanhas e das costas tropicais deste Continente. Viemos dos mares longínquos das costas africanas e aqui estamos. Viemos para ficar. Por isso lutamos, por isso dançamos, por isso cantamos, por isso marchamos.
QUAIS SÃO NOSSAS BANDEIRAS DE LUTA?
1 – Visibilidade e garantia de direitos para todas as pessoas imigrantes do mundo.
2 – Pelo fim do trabalho escravo e Contra a Portaria do Ministério do Trabalho nª 1129 de 13/10/2017.
3 – Pela regulamentação e implementação da nova Lei de Migração.
4 - Pelo Fim das deportações.
5 – Pelo direito de votar e ser votado.
6 – Pela Anistia aos imigrantes.
7 - Pelo fim da descriminação e xenofobia.
8 – pela ratificação dos tratados internacionais
9 – Pelo livre trânsito e residência para todos e todas.
10 -Pelo direito à educação, saúde, assistência social e moradia de qualidade.
11 – Pelo trabalho decente e justiça gratuita.
12 – Pela implementação de políticas publicas para todas as pessoas imigrantes.
13 – Pelo fim da exploração dos imigrantes.
14 – Por cidadania universal.


Nessa luta, estamos nós, as Missionárias Combonianas, que vivemos na zona leste de S. Paulo.  Decidimos acolher o apelo do Papa Francisco e plantar nossa tenda nessas periferias existenciais da Humanidade, solidarizando-nos com suas lutas, suas dores e lágrimas, conscientes de que a realidade do imigrante nessa cidade grande é missão através da qual Deus nos interpela como interpelou a comunidade de Mateus:“Era estrangeiro e me acolheste”(Mt 25,35).
                                                                                09.12.17
Amine Abrahao da Costa
Missionária Comboniana


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Compartilhar o carisma

A comunidade da Irmas Missionárias Combonianas se reuniram com o povo da comunidade em nossa casa de Salvador (BA) para compartilhar o carisma e espiritualidade com os leigos, em um encontro de conclusão do mês. O encontro rico de partilha da vida missionaria terminou com uma confraternização. 


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Retiro das Santas Missões Populares - Diocese de São Mateus

Aconteceu na Diocese de São Mateus o 4o Retiro das Santas Missões Populares em Pinheiros com a presença de Pe. Luis Mosconi. A Comunidade das Irmãs Missionárias Combonianas participaram junto com o povo de Deus. 
Assim escreveu Nazaré Campos, uma participante do retiro: "É festa de Deus, é festa do povo, assim a missão continua em nossa Diocese, com o seu jeito simples e humilde de conquistar cada missionário. Jesus abençoe todos que contribuíram para este momento ... Deus seja louvado pela vida do nosso bispo Dom Paulo ( pastor amável, sabe conduzir seu povo) , todos os padres em especial padre Jonas e padre Jader Jesus, as irmãs, leigas, Ir Loreta Dalla Stella , todos os seminaristas Jonathan Costa Rocha Denis Dener Evangelista Barbosa , toda a paróquia São João Evangelista de Pinheiros que carinhosamente nos acolheu doando seu tempo, seu carinho para cada um de nós"

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

#compartilhe a viagem

O Papa Francisco abriu no dia 27 de setembro a campanha "compartilhar a viagem". Uma campanha voltada a migrantes e refugiados para que compartilhemos sem medo o caminho dos migrantes e dos refugiados”. A  ação reforça a campanha da Cáritas Internacional aberta também pelo pontífice durante a Audiência Geral.
Ao final da catequese, o Pontífice recordou que é o próprio Cristo que pede para acolher os irmãos e irmãs migrantes e refugiados com os braços bem abertos: “Justamente assim – gesticulou o papa – com os braços bem abertos, prontos a um abraço sincero, afetuoso e envolvente, um pouco como esta colunata da Praça São Pedro, que representa a Igreja mãe que abraça todos na compartilha da viagem comum”.
Com duração prevista para dois anos (2017-2019), a campanha deve envolver toda a Rede Cáritas na resposta ao apelo do Papa Francisco para abraçar a “cultura do encontro” e fazendo uma proposta positiva diante da realidade atual na vida de imigrantes e refugiados.
No Brasil, foi escolhido como embaixador da campanha o Cristo Redentor. O ícone no alto do morro do Corcovado, na capital fluminense expressa a mensagem e a convocação para a acolhida de imigrantes e refugiados, uma vez que é um ícone religioso e cultural reconhecido no Brasil e no mundo inteiro.
A realidade da migração, que recebe atenção especial do papa Francisco, afeta cerca de 230 milhões de pessoas que atualmente vivem fora dos seus países de origem, no caso dos migrantes internacionais. São fatores políticos, econômicos e até desastres ambientais relacionados a estes deslocamentos. Somente no primeiro semestre de 2016, 3,2 milhões de pessoas foram forçadas a sair de seus locais de residência devido a conflitos ou a perseguições. Destas, 1,5 milhão são refugiadas ou solicitantes de refúgio. Os dados são do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). No Brasil recebeu milhares de pessoas de 82 nacionalidades nos últimos anos, parte delas já tive sua condição de refugiadas reconhecida. 



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Renovando o sim a Deus e a missão

Irmãs Missionárias Combonianas renovam sua consagração a Deus e a missão.


Ir Daniela Fanti (brasileira), missionária na 
Republica Centrafricana


Ir Luciene Rodrigues (brasileira), missionária na 
Republica Democracia do Congo


Ir Lydia Charles (keniana), missionária no Brasil. 




quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Ser missionária além fronteiras

A minha vocação começou na família. Eu nasci e cresci numa família cristã católica muito simples e de muita fé. Desde sempre frequentávamos as celebrações dominicais, os círculos bíblicos e a catequese. Outro grupo que teve uma participação importante na minha vida foi a minha Comunidade de Base Santa Clara de Assis, porque foi nesta comunidade que comecei o meu compromisso como catequista e membro de outras pastorais e serviços. Neste ambiente de fé, senti que Deus me chamava para segui-lo mais de perto. Um belo dia, eu conheci as Irmãs Missionárias combonianas durante uma animação missionária que elas realizaram em minha paróquia. Fui contagiada pelo seu testemunho missionário, o amor pela missão, a vida de São Daniel Comboni. À partir deste encontro nasceu a minha vocação missionária e o desejo de consagrar a minha vida a Deus.
Quando eu cheguei na RCA senti uma mistura de sentimentos por haver pisado pela primeira vez no continente que São Daniel Comboni tanto amou e deu a sua vida. Me lembro do forte calor, do tempo que necessitei para me adaptar ao clima, das cores sempre vivas e alegres. Chamou-me atenção a simpatia das pessoas, a forma simples de se relacionar e de viver. O povo é muito acolhedor, comunicativo e alegre, apesar de todas das dificuldades que enfrentam.
Encontrei muitas dificuldades, entre elas, o aprendizado da língua local que se chama sango. Até hoje estou aprendendo, ainda hoje não sou capaz de compreender tudo, mas com a ajuda de Deus espero conseguir. Outra dificuldade, são as grandes distâncias que temos que percorrer em estradas mal conservadas e em estado precário, as pontes em sua maioria em péssimas condições ou inexistentes. Todo este ambiente exige de nós uma boa saúde física para conseguirmos realizar a nossa missão junto a este povo.
O serviço que realizo é na pastoral educativa. Eu moro na cidade de Bagandou, localizada à 160 Km de Bangui, capital do país. A congregação me confiou a responsabilidade de abrir uma pequena escola para as crianças. A escola está sendo construída e após o seu termino começaremos o ano letivo. Durante este tempo de espera, eu me engajei em duas outras escolas que são da responsabilidade de nossa província, Escola São Daniel Comboni de Ngouma e a Escola Santa Josefina Bakita de Ibata. Nestas duas escolas oferecemos uma oportunidade às crianças da região de terem acesso a educação, em especial às crianças pigméias e promover a integração entre as duas etnias da região (Bantu e Aka).
Aqui na República Centrafricana vivemos um momento delicado. O país passou e passa até hoje por inúmeros conflitos, guerras e violência. Existe um grande número de refugiados, de pessoas que fugiram para outros países, de famílias desestruturadas. A nossa missão como família comboniana é de ir ao encontro de todas estas situações que clamam por justiça. Ir ao encontro principalmente das pessoas, a fim de ajudá-las a fazer um caminho de reconciliação, de perdão, de diálogo e de paz. Este é o nosso principal desafio, sabendo que não fazemos este trabalho sozinhas, a missão é de Deus, é Ele que nos ajuda juntamente com toda a Igreja.
A mensagem que eu deixo para as jovens que sentem dentro do seu coração o chamado de Deus para a vida missionária além fronteiras, não tenham medo de escutar a voz de Jesus, e de dizer sim ao seu convite, pois Ele não nos abandona, como Ele mesmo nos recorda “...Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos(...) E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt 28, 19-20). 

Ir Daniela Fanti, 

missionaria Comboniana na Republica Centrafricana (Africa)


NB: quem desejar conhecer mais sobre a missao da Ir Daniela na
RCA, pode entrar em contato: 
(00236) 72 60 90 68